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Mercado Imobiliário

Mercado imobiliário de Uberlândia entra no segundo semestre com vendas fortes e preços em alta

Uberlândia inicia a segunda metade de 2026 com crescimento nas vendas de imóveis, redução do estoque disponível e valorização dos preços pedidos. Queda da Selic também pode favorecer o mercado de crédito imobiliário.

Mercado imobiliário de Uberlândia entra no segundo semestre com sinais de força

O mercado imobiliário de Uberlândia apresenta um cenário de movimentação importante neste segundo semestre de 2026. Dados recentes apontam crescimento nas vendas de apartamentos, redução do estoque disponível e aumento dos preços pedidos em diferentes regiões da cidade.

No primeiro semestre de 2026, foram comercializadas 2.746 unidades residenciais verticais em Uberlândia, número 8,8% superior ao registrado no mesmo período de 2025. O desempenho já havia sido forte no primeiro trimestre, quando as vendas cresceram 27% na comparação anual.

Ao mesmo tempo, o mercado apresentou uma mudança no perfil dos lançamentos. No primeiro trimestre, os apartamentos compactos representaram 73,4% das unidades lançadas, contra 22,1% no mesmo período do ano anterior.

Preço do imóvel também merece atenção

Os indicadores de anúncios disponíveis em outubro mostram diferenças importantes entre as regiões de Uberlândia.

Um levantamento baseado em anúncios ativos aponta mediana de aproximadamente R$ 5.773 por metro quadrado para imóveis residenciais na cidade em outubro de 2026. Em setembro, a mediana havia sido de R$ 5.748 por m².

Outro levantamento, focado especificamente nos anúncios de apartamentos, aponta mediana de R$ 5.172 por m² em outubro. A diferença entre os indicadores ocorre porque as metodologias e as amostras utilizadas são diferentes.

Entre as regiões com valores mais elevados aparecem bairros como Gávea, Altamira, Morada da Colina e Jardim Sul, dependendo da metodologia e do tipo de imóvel analisado.

É importante destacar que esses indicadores representam preços pedidos nos anúncios, e não necessariamente os valores finais das negociações.

Menos oferta pode aumentar a pressão sobre os preços

Outro fator que merece atenção é o comportamento da oferta.

Segundo levantamento divulgado sobre o mercado de Uberlândia, as vendas cresceram 27% no primeiro trimestre, enquanto os lançamentos recuaram 28% e o estoque disponível caiu 10%. Ao mesmo tempo, o custo da construção, medido pelo INCC, acumulava alta de 6,56% em 12 meses.

Quando a demanda permanece firme enquanto a oferta disponível diminui, existe maior possibilidade de pressão sobre os preços dos imóveis.

Juros começam a mudar o cenário

Outro acontecimento importante para o segundo semestre foi a redução da taxa básica de juros.

Em setembro, o Comitê de Política Monetária do Banco Central reduziu a Selic para 13,75% ao ano, dando continuidade ao ciclo de cortes. O Banco Central, porém, destacou que o cenário ainda exige cautela diante dos riscos de inflação.

Para o mercado imobiliário, a redução dos juros é um fator que merece acompanhamento porque o crédito tem papel fundamental na capacidade de compra das famílias.

Dados da CBIC mostram que o financiamento imobiliário pelo SBPE alcançou R$ 67,2 bilhões no primeiro semestre de 2026, crescimento de 12% em relação ao mesmo período de 2025.

O que podemos esperar para os próximos meses?

Os dados disponíveis não permitem afirmar que haverá uma determinada valorização ou queda dos preços até o final do ano. Entretanto, alguns sinais merecem atenção:

1. Vendas: Uberlândia apresentou crescimento nas vendas de imóveis residenciais verticais.

2. Oferta: o estoque disponível apresentou redução em determinado período analisado.

3. Preços: os indicadores de anúncios mostram valores pedidos elevados e pequenas altas recentes.

4. Crédito: o financiamento imobiliário apresentou crescimento no país.

5. Juros: a Selic iniciou um ciclo de redução, embora ainda esteja em patamar elevado.

Esses fatores formam um cenário que merece ser acompanhado de perto por compradores, investidores, proprietários e profissionais do setor.

Comprar agora ou esperar?

Essa é uma das principais perguntas de quem está procurando um imóvel.

Não existe uma resposta única. Para quem encontra um imóvel adequado, com preço compatível com a região e condições de financiamento que cabem no orçamento, esperar simplesmente por uma possível queda de preços pode não ser necessariamente a melhor estratégia.

Por outro lado, cada comprador deve analisar sua capacidade financeira, o valor da entrada, as taxas de financiamento, o prazo e o potencial de valorização do imóvel antes de tomar uma decisão.

Mais importante do que tentar adivinhar o mercado é entender os números e negociar bem.

ImoveOne News

O mercado imobiliário de Uberlândia está passando por uma nova fase, e acompanhar essas transformações pode fazer diferença para quem pretende comprar, vender ou investir.

O ImoveOne acompanha os principais indicadores do setor para levar informação atualizada a quem participa do mercado imobiliário.

Fontes: Banco Central do Brasil, CBIC, Brain Inteligência Estratégica e levantamentos de mercado imobiliário de Uberlândia.